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RAÇAS BRASILEIRAS


Mangalarga Marchador – A raça Mangalarga Marchador tem sua origem na Criação do Barão de Alfenas - Sr. Gabriel Francisco Junqueira -  proprietário rural nos campos do Sul de Minas Gerais. Éguas nativas cruzadas com cavalo da raça Alter, presente de D. Pedro I deram origem aos primeiros exemplares da raça. De acordo com o trabalho de Costa (2002), verificou-se que a base genética da raça se concentra em 70 ancestrais e que hoje a raça está dividida em 5 linhagens: Herdade, Providência, Abaíba, Tabatinga e Angaí, nesta ordem de importância.


Mangalarga – Cruzamento de cavalos Alter e Andaluz, trazido da Península Ibérica pelos colonizadores, com as raças Puro Sangue Inglês, Árabe, AngloÁrabe e American Saddle Horse.

 

Campolina - A raça campolina nasceu em 1857, em Entre Rios de Minas, na Fazenda do Tanque, de propriedade do Sr. Cassiano Campolina. Muitas raças colaboraram na formação do Campolina como: Anglo-árabe, Clydesdale, Holstein, Andaluz, Mangalarga, entre outras.

 

Brasileira de Hipismo - No início da década de 70, o criador Ênio Monte, no estado de São Paulo, resolveu criar uma raça brasileira destinada ao hipismo. Para tanto, cruzou as raças Orloff, de origem russa, com Westfalen e Trakehner, alemãs, especialmente importadas para isso. Também foram utilizadas pequenas doses de Puro-sangue-inglês, Hanoveriano, Holsteiner e Hackney, e um pouco de Oldenburg, Sela-Argentina, Sela Francesa, etc.

 

Crioulo - Descendente direto do cavalo trazido à América pelos conquistadores. Segundo Santos (1978), quando em 1541 o forte de Buenos Aires foi incendiado pelos índios e seus espanhóis expulsos, os cavalos árabes e barbos existentes ficaram livres e se tornaram selvagens, depois de uma fuga veloz e astuta, dirigindo-se para o sul da Patagônia. Durante os 400 anos seguintes esses animais foram submetidos à seleção natural, tornando-se animais de pernas fortes, uma resistência tenaz e bastante adaptados ao meio ambiente. Os novos colonizadores, também espanhóis ali chegados, trouxeram alguns animais de sela que, cruzados com os crioulos da região, mostraram péssimo resultado e com isso o cavalo crioulo perdeu muitas de suas qualidades. As únicas manadas puras de crioulos pertenciam aos índios Tehualche, seminômades da Patagônia.
Em 1908, era esta a situação desta raça eqüina, quando Emílio Solanet, formado pela Faculdade de Agronomia e Veterinária de Buenos Aires, filho de fazendeiro abastado, resolveu criar cavalos e, observando alguns deles que tocavam gado que comprara, pode verificar que apesar da árdua viagem empreendida, eles se apresentavam descansados e lépidos. A partir daí começou a adquirir os melhores crioulos puros que encontrava, fazendo assim um rebanho razoável de 84 animais, em El Cardal, sua propriedade. Em 1920 esse criador apareceu com 15 dos melhores de seus animais na Exposição do Parque de Palermo, assombrando os ruralistas argentinos e conseguindo, dois anos depois da Sociedade Rural Argentina, a oficialização e o registro de raça Crioula (Santos,1978). Alguns daqueles animais domesticados pelos colonizadores e índios foram trazidos para o Brasil pelos jesuítas quando iniciaram a colonização da província de São Pedro. Houve também aqui em nosso pais, uma mestiçagem desordenada, que resultou em perda de várias qualidades que caracterizavam esses primitivos cavalos oriundos daqueles trazidos da península ibérica. Entretanto, alguns criadores resistiram a esses cruzamentos fora da raça e orientando tecnicamente suas criações, evitaram o desaparecimento do tradicional cavalo dos pampas (Santos, 1978). Em meados de 1931, dois exemplares dos anais da "Associacion Criadores de Criolo", da Argentina, estiveram à disposição dos associados da Associação de Ruralistas do Rio Grande do Sul, e pouco tempo depois, dois criadores entusiasmados, Srs. Guilherme Echenique Filho e José Alves Nunes Vieira, foram à Argentina para aquisição de um garanhão e duas éguas puras, do afamado Haras "El Cardal", animais estes inscritos no Stud Book argentino da raça Crioula. A partir daí, iniciou-se uma campanha para soerguimento dessa raça, até que em novembro de 1931, os Srs. Echenique e Vieira juntamente com os outros criadores, apresentaram o propósito de formarem uma associação de criadores, que seria a primeira do gênero no país, bem como da fundação de um registro genealógico do cavalo crioulo. Assim, em 28 de fevereiro de 1932, na cidade de Bagé, foi realizada uma reunião de todos os criadores de eqüinos do Rio Grande do Sul, na qual nasceu a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Crioulo, que teria sua sede na cidade de Pelotas, e aprovação de seus estatutos, o padrão racial, o regulamento do registro genealógico do cavalo crioulo e eleição de sua primeira diretoria.

 

Pantaneiro - Os cavalos introduzidos no Pantanal pelos pioneiros durante a época da colonização, encontraram na região condições ambientais propícias para sua multiplicação. O cavalo Pantaneiro é, provavelmente, oriundo de cruzamentos de eqüinos de origem lusitana (Céltico, Barbo e Andaluz), do Árabe e do Crioulo Argentino, sob pressão da seleção natural (Domingues, 1957; Corrêa Filho, 1973). Os primeiros cavalos que chegaram a região do Pantanal se aclimataram e se multiplicaram facilmente, formando um tipo adaptado as condições bioclimáticas, fruto da seleção natural por mais de dois séculos.

 

Pônei - Esta raça originou-se do cavalo pônei da raça Shetland, da Escócia, e dos animais Falabella, da Argentina, além da influência de animais oriundos do Uruguai e Paraguai.

 

Piquira - A raça Piquira é caracterizada por animais de pequeno porte pertencendo, portanto, à família pônei. É de origem nacional e bastante rústico. É conhecido popularmente como "Mangalarga em miniatura".

 

Pampa - oriundo do cruzamento entre reprodutores e reprodutoras, das raças Anglo-Árabe, Campeiro, Campolina, Crioulo, Mangalarga, Mangalarga Marchador, PSI.

 

Jumento pêga - O Jumento Pêga é uma raça de asininos brasileira, formada no município de Lagoa Dourada, em Minas Gerais. O desenvolvimento da mineração nos séculos XVIII e XIX nas Minas Gerais fez crescer a preferência de desenvolver a produção de muares para atender àquela atividade. O Pêga provavelmente tem sua origem de animais da raça Egípcia (tipo africano), devido à pelagem branca e sinais brancos na fronte e extremidades, freqüente nessa raça. Houve também introdução de reprodutores das raças Italiana e Andaluza (tipo europeu), por causa de seu andamento marchado.

 

Campeiro -  De origem Espanhola e Portuguesa, chegaram na região do Planalto Catarinense junto com os Jesuítas espanhóis, em 1546, que ali se instalaram e vieram crescer e multiplicar com muito vigor os cavalos.

 

Marajoara - Foram, assim, de procedência lusitana São poucas as informações quanto às raças de cavalos inicialmente introduzidas em Marajó. Sabe-se, como mencionado anteriormente, que junto com o gado que veio de Açores e Cabo Verde, vieram os primeiros eqüídeos. Os primeiros eqüinos introduzidos no Marajó. É uma raça que foi influenciada pela introdução de animais poney, Árabe, Angloárabe, além de outras raças que não deixaram descendentes em número significativo. A partir dos anos 40 é que começaram a ser usadas, em Marajó, raças procedentes do centro-sul do país: Mangalarga, Mangalarga Marchador, Campolina, etc.

 

Referência bibliográfica:

Rezende, A. S. C.; Moura, R. S. Raças de Eqüídeos no Brasil . Belo Horizonte: Escola de Veterinária UFMG, 2004, 70p.

 

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